Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) ameaça dar início a uma greve “por tempo indeterminado”, a partir de fevereiro. Isso porque, em reunião com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a categoria saiu insatisfeita por não ter recebido uma proposta de reajuste.

Como aviso, está mantida a paralisação na próxima terça-feira (18), das 10 às 12h. Para não entrar em greve a partir de fevereiro a categoria pede nova reunião com o presidente do BC e a apresentação de uma proposta de reajuste.

A demanda por reajuste se intensificou após aprovação de verba na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022 para a reestruturação de carreiras da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Para os servidores do Banco Central, e de outras categorias do funcionalismo federal, não é justo que apenas as carreiras de segurança tenham aumento.

Em outra frente, o sindicato dos servidores do BC organizam um movimento conjunto de entrega de cargos comissionados. Além disso, os servidores assinam uma lista de não assunção de comissões, se comprometendo a não ocupar os cargos que ficarem vagos.

De acordo com o Sinal, dos 3,5 mil servidores na ativa, cerca de 2 mil já assinaram as listas.


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  • Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB). Tem passagem como repórter pelo Correio Braziliense, Rádio CBN e Brasil61.com. No site O Brasilianista cobre economia e política.