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Jantar reúne Lula, Alckmin e líderes políticos

Apesar de não ter discursado e nem definido o partido que irá se filiar, Geraldo Alckmin vem emitindo sinais de aproximação com a esquerda

Foto: Ricardo Stuckert/PT

Um jantar realizado nesse domingo (19) pelo Grupo Prerrogativas – que reúne advogados antilavajatistas – para cerca de 500 convidados, no restaurante Figueira Rubayat, em São Paulo (SP), marcou o primeiro encontro público entre o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de SP Geraldo Alckmin (Sem partido).

Na chegada do evento, batizado de “Jantar pela Democracia”, Lula e Alckmin apertaram as mãos e posaram juntos para uma foto, dando mais um passo na aproximação que poderá resultar na construção da chapa Lula-Alckmin.

O único a discursar foi Lula. O ex-presidente afirmou que foi condenado “por uma quadrilha unindo o ex-ministro Sergio Moro e a Força Tarefa da Lava Jato”. Também atacou o governo Jair Bolsonaro criticando o atraso na vacinação e a volta da inflação e da fome. Discursou para o eleitorado lulista ao dizer que “pobre gosta de comer bem e sonha em melhorar de vida”.

Sobre a negociação envolvendo a aliança com Alckmin, Lula optou reduzir expectativas. Declarou que ainda não definiu sua candidatura. Disse que quem irá decidir isso é o PT.

Sobre Alckmin, o ex-presidente afirmou que o ex-governador ainda não decidiu seu partido. E partir dessa definição, os partidos – o PT e a legenda que Alckmin se filiar – irão decidir sobre a aliança.

O jantar teve as presenças dos presidentes nacionais do PT, Gleisi Hoffmann; do PSB, Carlos Siqueira; do PCdoB, Luciana Santos; do Solidariedade, Paulinho da Força; do PSD, Gilberto Kassab; e do MDB, Baleia Rossi.

Apesar de não ter discursado e nem definido o partido que irá se filiar, Geraldo Alckmin vem emitindo sinais de aproximação com a esquerda. Além do encontro público com Lula – e de outros encontros privados que ambos tiveram – o ex-governador também tomou café da manhã nesse domingo (19) com o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ), que deve concorrer ao governo do Rio de Janeiro com o apoio de Lula e do PT.

Além disso, em declaração ao Globo, Alckmin afirmou que “o processo ainda está começando. É hora de grande política. É hora de união”. Ou seja, o ex-governador vai deixando de forma cada vez mais clara sua disposição em ser o vice de Lula em 2022.

Além de negociação com Alckmin, a presença do jantar de políticos com orientação ideológica da esquerda à centro-direita sugere que Lula deflagrou o movimento para sair do isolamento que o PT está submetido desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.