Carlos Lupi, presidente do PDT, com Ciro Gomes, pré-candidato à presidência. Foto: PDT/Divulgação

O ex-ministro e pré-candidato do PDT ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes, e seu irmão, o senador e ex-governador Cid Gomes (PDT), foram alvos de uma Operação da Polícia Federal (PF) batizada de “Colosseum”. A investigação apura supostas fraudes e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos envolvendo as obras do Estádio do Castelão, em Fortaleza (CE).

Através do Twitter, Ciro reagiu afirmando que “até esta manhã, eu imaginava que vivíamos, mesmo com todas imperfeições, em um país democrático. Mas depois da Polícia Federal subordinada a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter vindo a minha casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade. Não tenho nenhuma ligação com os supostos fatos apurados. Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura à Presidência da República. Vou até às últimas consequências legais para processar aqueles que tentam me atacar. Meus inimigos nunca me intimidaram e nunca me intimidarão. NINGUÉM VAI CALAR A MINHA VOZ”.

Apesar da forte reação de Ciro Gomes, a operação da PF cria mais um obstáculo à sua pré-candidatura ao Planalto. Vale lembrar que recentemente, após parte da bancada do PDT votar a favor da PEC dos Precatórios na Câmara, Ciro chegou a suspender sua pré-campanha. Embora tenha, posteriormente, retomada a condição de pré-candidato, nos últimos dias, têm surgido rumores que líderes do PDT teriam estabelecido um prazo para o nome de Ciro “decolar” nas pesquisas.

Assim, a investigação da PF se torna um obstáculo adicional para Ciro Gomes, que desde que o ex-presidente Lula (PT) reconquistou seus direitos políticos, hegemonizando o voto de esquerda, tenta se reposicionar ao centro do tabuleiro sem muito sucesso.

Na pesquisa divulgada ontem (15) pelo IPEC, Ciro apareceu em terceiro lugar, tecnicamente empatado com o ex-ministro Sergio Moro (Podemos), com apenas 5% das intenções de voto.


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