Sancionada lei que moderniza o marco regulatório das ZPEs
O presidente Jair Bolsonaro durante solenidade de Ação de Graças, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Wellington Fagundes (PL – MT) disse nesta terça-feira (30) que ao menos cinco ministros do governo devem filiar-se ao Partido Liberal. Ele citou o Ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Gilson Machado (Turismo). Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Marcelo Queiroga (Saúde) também devem seguir o presidente.

Ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, já pertence ao PL e existem cobranças para que ela concorra ao governo do Distrito Federal em 2022. Já a ministra Tereza Cristina (Agricultura Pecuária e Abastecimento), atualmente filiada ao Democratas, no Mato Grosso do Sul não deve mudar de partido, de acordo com Fagundes.

A partir da filiação do presidente, o partido que fez alianças com o Progressista (PP) e o Republicanos, deve definir, em breve, a situação dos estados em 2022. “Em todos os estados temos que fazer um novo arranjo. No meu estado, temos vários deputados estaduais que já decidiram pela filiação. Temos a Coronel Fernanda também que foi candidata a senadora, com uma expressiva votação já filiou-se. Também o deputado que foi mais votado, Nelson Barbudo também deverá estar se filiando”, disse Fagundes.

O líder do governo na Câmara dos deputados, Ricardo Barros (PP – PR), disse que o partido deve focar na costura para fortalecer os palanques regionais. “As negociações em cada estado vão ser decididas agora a partir dessa decisão do presidente e da filiação também de pessoas próximas a ele, que escolherão entre o Partido Liberal, o Progressistas e o Republicanos. Teremos ministros em todos esses partidos se filiando para mostrar a força dessa aliança de três partidos e mais outros que virão”, explicou.

Filhos

Junto ao pai, Flávio Bolsonaro, filiou-se também ao partido nesta terça-feira. Eduardo Bolsonaro (PSL – SP) disse que ainda não decidiu se vai se filiar ao partido. “Vou conversar ainda com o presidente, mas a tendência é natural. Primeiro o presidente depois vem eu”, disse.

Eduardo disse ainda que está estudando a candidatura para o próximo ano. “Meu negócio é São Paulo, fazer o melhor possível para ser reeleito e prestar satisfação ao meu eleitorado. Se eles acharem por bem, eu retorno para a Câmara, se não retorno para a Polícia Federal”, disse.

Carlos que está no Republicanos também deve aguardar para se filiar ao partido. Atualmente, ele pertence ao Republicanos, partido que forma aliança com o PL para 2022.

Baixa do PL

O PL pretende também fortalecer sua bancada no Congresso com o lançamento de candidatos. Estuda-se um acrescimento de 50% na bancada da Câmara, o que representaria uma subida dos atuais 43 deputados federais para um número entre 60 e 65. No Senado, a expectativa é de que a bancada aumente dos atuais 4, para 7 senadores. No entanto, a filiação do presidente Bolsonaro também pode render baixas. Alguns deputados como o deputado Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara, não está de acordo com o passo do partido.

Na manhã desta terça-feira, enquanto o PL e simpatizantes se reuniam em Brasília para a cerimônia de posse, Ramos chegou a manifestar-se nas redes sociais. “Hoje é dia de festa no PL, respeitarei isso. Como já disse, não estarei nesse palanque, mas em respeito a um partido que sempre me respeitou e prestigiou, só amanhã me manifestarei sobre as decisões que tomarei após essa filiação”, escreveu no Twitter.

Em conversa com a Arko, o deputado já havia dito que caso houvesse filiação, os termos de sua permanência seriam discutidos com o partido.

Autor

  • Jornalista brasiliense formada pela Universidade de Brasília (UnB). Passou pelas redações do Correio Braziliense e TV Record. No site O Brasilianista cobre economia e política.