Água: governo federal autoriza repasse de R$ 46,9 milhões para obras no Ceará

Segundo apuração do Estadão, documentos oficiais do governo setor elétrico preveem que o reajuste da conta de luz será de cerca de 21% em 2022, uma alta que vai turbinar ainda mais a inflação.

O Estadão teve acesso a um documento interno da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) emitido na sexta-feira (5/11), no qual o órgão faz uma projeção sobre o impacto financeiro que a crise hídrica no país terá sobre a conta de luz, devido às medidas que foram adotadas para garantir o abastecimento de energia.

“Nossas estimativas apontam para um cenário de impacto tarifário médio em 2022 da ordem de 21,04%”, diz o documento que o Estadão teve acesso. “Quando avaliado todo o universo de custos das distribuidoras e incluídos esses impactos das medidas para enfrentamento da crise hídrica”.

O volume previsto para 2022 supera, e muito, os reajustes de 2021. Em outubro, por exemplo, a diretoria da Aneel autorizou o aumento da conta de luz em até 16% para quase 8 milhões de consumidores do Distrito Federal, Goiás e São Paulo.

Nos últimos meses, cada consumidor de energia tem bancado, mensalmente, o custo pesado das chamadas “bandeiras tarifárias”, uma taxa extra que é incluída na conta de luz para pagar o acionamento das usinas térmicas, que são bem mais caras que as hidrelétricas. Isso tem ocorrido por causa da falta de chuvas e do esvaziamento dos principais reservatórios do país.

Uma das principais razões de se fazer essa cobrança mensal do consumidor é evitar que essas contas fossem pagas depois, nos reajustes anuais, como acontecia antes. Ocorre que nem mesmo as bandeiras tarifárias têm conseguido cobrir o rombo atual.


Cliente Arko fica sabendo primeiro

Assine o Arko Private, serviço Arko para pessoa física, e tenha acesso exclusivo a um canal privado de interatividade e alertas em tempo real, além de relatórios, Lives Exclusivas e eventos especiais com figuras notáveis da nossa rede de contatos.