Palácio dos Bandeirantes. Foto: Governo de São Paulo

Apesar da provável saída do ex-governador Geraldo Alckmin do PSDB, e da possível composição com o ex-governador Márcio França (PSB) e o presidente da FIESP, Paulo Skaf (MDB), tem ocorrido movimentos que podem mudar os rumos do tabuleiro da eleição em São Paulo (SP).

Durante as conversas com o ex-presidente Lula (PT), em Brasília (DF), na semana passada, dirigentes do PSB colocaram em SP entre os estados em que os socialistas desejam ter o apoio do PT. A manifestação feita pela cúpula nacional do PSB não é uma construção política fácil, pois o PT tem a pré-candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad postada no tabuleiro.

No entanto, segundo o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, Lula se comprometeu a conversar pessoalmente com Márcio França sobre a conjuntura paulista.

Apesar do movimento do PSB, uma composição com o PT, ao menos no primeiro turno, parece improvável. Vale lembrar que o PT, além da negociação com o PSB, ainda tenta um acordo com Guilherme Boulos (PSOL), que também aparece como pré-candidato a governador.

As conversas do PSB com Lula envolvendo SP podem estar relacionadas com uma possível mudança de planos do destino partidário de Geraldo Alckmin. Após a filiação de Alckmin ao PSD ser dada como certa, passou a ser cogitada a possibilidade do ex-governador optar pelo União Brasil, partido que surgirá a partir da fusão entre PSL e DEM.

Na quarta-feira passada (8), Alckmin jantou em SP com o vice-presidente do PSL, deputado federal Junior Bozzella, sobre sua filiação ao União Brasil. Segundo Bozzella, a conversa foi amistosa e envolveu uma leitura sobre o cenário político, principalmente com a formação do União Brasil. Bozzella afirmou que a filiação foi tratada, mas que as conversas apenas começaram.

Uma eventual mudança de destino partidário de Geraldo Alckmin, optando pela União Brasil ao invés do PSD, poderá impactar a posição, por exemplo, do PSB e do ex-governador Márcio França.