Foto: Arquivo/Agência Brasil

Dados divulgados nesta terça-feira (5/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção industrial caiu 0,7% em agosto e ficou 2,9% abaixo do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020. O nível também é 19,1% inferior ao recorde, em maio de 2011.

O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado. Especialistas projetavam retração de 0,4%. O recuo da atividade industrial atingiu 15 dos 26 ramos pesquisados. A queda de agosto foi puxada por outros produtos químicos (-6,4%), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-3,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,3%).

O IBGE informou que, na comparação com agosto de 2020, a produção industrial também recuou 0,7%. Foi a primeira queda após 11 meses de avanço. Em 2021 o indicador acumulou alta de 9,2% entre janeiro e agosto. Em período maior, de 12 meses, houve crescimento de 7,2%.

Mesmo com a reabertura econômica, a produção industrial passou a emitir sinais de dificuldades. Uma das ameaças é a escassez de insumos. O quadro afeta segmentos como o automotivo, que prevê melhora consistente no abastecimento de matérias-primas só em 2022. A falta de componentes é associada ao desarranjo nas cadeias produtivas provocado pela pandemia.

A escassez de insumos tem sido acompanhada pela disparada de preços. Em agosto, a inflação da indústria teve alta nas 24 atividades analisadas pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), segundo o IBGE.


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