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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (2/9) mostraram uma queda de 1,3% na produção industrial brasileira em julho. O indicador ficou abaixo do nível pré-pandemia. A produção passa por um momento de pressão devido a escassez de insumos e aumento de custos nas fábricas.

A produção em julho deste ano foi 2,1% inferior do que em fevereiro de 2020. Os números ficaram abaixo das estimativas do mercado. Segundo o IBGE, a produção industrial acumulou alta de 11% nos primeiros sete meses do ano, influenciada pela base de comparação fragilizada. Em 12 meses, houve avanço de 7%.

A queda em julho foi a quinta de 2021 e a segunda consecutiva. Para o sétimo mês do ano, a retração de 1,3% é a maior desde 2015, quando a baixa atingiu 1,9%. À época, a economia nacional amargava um período de recessão.

A dificuldade de obtenção de matérias-primas afeta segmentos como o automotivo, que prevê melhora consistente no quadro só em 2022. A falta de componentes é associada por analistas ao desarranjo nas cadeias produtivas.