Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

As empresas que vencerem o leilão da 7ª Rodada de Concessões Aeroportuárias, previsto para o ano que vem, terão pela frente o desafio de realizar investimentos mínimos de R$ 8,8 bilhões nas 16 unidades que serão ofertadas em três blocos. O Valor Presente Líquido (VPL) desses investimentos supera R$ 4 bilhões.

Esses dados constam do trabalho selecionado pela Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), aberto para que grupos interessados fizessem propostas para essa rodada de concessão.

O secretário de Aviação Civil do ministério, Ronei Glanzmann, disse que os números apurados superaram as expectativas, que já eram altas, em função da existência de duas “joias da coroa” na 7ª Rodada: Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ).

O resultado do trabalho foi publicado no Diário Oficial de segunda-feira (26). A etapa que se segue consiste na avaliação do Ministério da Infraestrutura, o definidor de políticas públicas para o setor, de modo a tornar viável o leilão desse bloco, o último com aeroportos administrados pela Infraero.

O Bloco Norte II, com os aeroportos de Belém, Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira, no Pará, e o aeroporto de Macapá, tem VPL negativo, o que o torna inviável para concessão. Uma solução poderia ser a adoção de parcerias público-privadas (PPP) para o bloco. Ou reduzir os investimentos previstos e ampliar as fontes de receita. Os investimentos estimados nesses aeroportos atingem R$ 1,6 bilhão.

Glanzmann diz que a intenção é tornar o bloco viável como concessão, mas sem reduzir investimentos. A ideia pode ser passar um ou dois dos aeroportos em que a previsão é ter mais despesas que receita para o bloco de São Paulo/Mato Grosso do Sul. Esse bloco conta com Congonhas e Campo de Marte, na cidade de São Paulo; e Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

O Ministério da Infraestrutura deverá ainda decidir se o pagamento deverá ser feito à Infraero para que a empresa possa bancar o PDV de seus funcionários. O custo de desligamento de um funcionário fica em torno de R$ 350 mil, em média.

Pampulha

O Ministério da Infraestrutura deu aval ao governo de Minas Gerais para conceder a exploração do Aeroporto da Pampulha à iniciativa privada. A anuência foi publicada no Diário Oficial de quinta (29).

A União havia delegado o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade ao estado mineiro. Por isso era necessária a anuência. Já foram realizados estudos técnicos e a audiência pública sobre a concessão do aeroporto ao setor privado. O terminal receberá voos de aeronaves executivas e de linhas que operam em ligações com o interior do estado.


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