Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu durante pronunciamento, nesta semana, o retorno às aulas presenciais nas escolas de todo o país.
“Quero neste momento conclamá-los ao retorno às aulas presenciais. O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas gerando impacto negativo nestas e nas futuras gerações. O ministro da Educação não pode determinar o retorno presencial das aulas. Caso contrário, eu já teria determinado”, afirmou, ressaltando que o retorno é uma necessidade urgente.

Apesar da reabertura de vários setores econômicos ter começado há alguns meses, a maioria dos estados brasileiros continuam sem aulas presenciais. Até a primeira quinzena de julho, dez das 27 Unidades da Federação retomaram o ensino presencial na rede pública estadual e municipal. São eles: Amazonas, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins,

Em outros 14 estados e no Distrito Federal, o retorno dos alunos está marcado para ocorrer a partir de agosto, após o recesso escolar.

No DF, por exemplo, a Secretaria de Educação anunciou que as aulas presenciais nas escolas públicas, suspensas desde março de 2020, serão retomadas em 2 de agosto. Na rede privada, a retomada das atividades teve início em setembro do ano passado.

No Acre, a Secretaria de Educação do estado confirmou a volta das aulas presenciais nas escolas da rede pública de ensino com modelo híbrido, com aulas presenciais e remotas. A retomada está prevista para o dia 8 de setembro, com o início do segundo semestre do ano letivo 2021.

Em Porto Velho, embora alguns municípios de Rondônia ainda não tenham previsão, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), as aulas presenciais devem voltar também em agosto, com o adiantamento da segunda dose da vacina contra covid-19 para os servidores da educação.

Sem previsão

Dois estados brasileiros seguem sem previsão para a reabertura das escolas. Em Roraima, não há data definida para o retorno do ensino presencial nas escolas do governo e da prefeitura. Nas escolas particulares, as aulas ocorrem de forma híbrida.

Na Paraíba, mesmo com o avanço da vacinação contra a covid-19 no estado, o retorno das aulas nas escolas municipais e estaduais ainda está sendo discutido. A expectativa é que o retorno seja de forma híbrida, mas também não há uma data definida.

Para o especialista em educação Afonso Celso Galvão, a volta às aulas depende de uma série de fatores que devem ser levados em consideração antes de reabrirem as escolas, como a segurança de alunos e professores, e o avanço da vacinação nos estados, não só para os professores, mas para todo o corpo escolar.

“A falta das aulas presenciais gerou uma série de problemas que devem ser resolvidos, como a falta de engajamento dos jovens com a escola. Isso reflete muito no futuro do país. Tem que ter uma solução para isso, mas agora a principal solução é a aplicação de vacinas para que haja um retorno seguro”, afirmou Galvão.


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