CPI vai investigar se houve corrupção na compra de vacinas
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A CPI da Pandemia aprovou na manhã desta quarta-feira (30) a convocação do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Ele deve depor na quinta-feira da próxima semana (8). Antes, todavia, serão ouvidos representantes da Precisa Medicamentos, que tentou vender vacinas da Covaxin. Também será ouvido representante da Davati Medical Supply, a quem o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, teria pedido propina para compra de vacinas.

O próprio Dias, já exonerado, deve depor na próxima quarta-feira (7). A CPI também aprovou requerimento para obtenção das imagens do circuito interno do shopping onde teria ocorrido a negociação entre a Davati e Roberto Dias.

CPI e Bolsonaro

À Arko Advice, na última terça-feira (29), o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), afirmou que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia entrou em uma nova fase de investigações cujo foco é um esquema de corrupção no Ministério da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com Randolfe, uma série de questionamentos foram formados após o depoimento dos irmãos Miranda, realizado na última sexta-feira (25), que denunciaram um suposto esquema corrupto no governo Federal (e acusaram o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), de ser um dos articuladores do plano corrupto).

“Não temos um ponto solto, temos uma teia toda solta que mostra indícios de corrupção no Ministério da Saúde com tentáculos talvez nos estados, sobretudo no Rio de Janeiro. Aprofundaremos nossas investigações nessas partes”, disse o senador. Questionado se as buscas poderiam chegar até o presidente Jair Bolsonaro, Rodrigues afirmou que o chefe do Executivo “já está implicado (…) ele já centro das investigações”.

Colaborou: Pedro Costa Teodoro

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