O médico cardiologista Marcelo Queiroga. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse em depoimento à a Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Pandemia, nesta terça-feira (8/6), que compete à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) determinar ou não a adoção de remédios sem eficácia comprovada no tratamento hospitalar de pacientes de covid-19.

A Conitec assessora o Ministério da Saúde nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS, como por exemplo constituição ou alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica. As análises feitas pela Conitec têm como base evidências científicas e levam em consideração aspectos como eficácia, acurácia, efetividade e a segurança da tecnologia, além da avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às tecnologias já existentes.

O interrogatório feito pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), teve foco na discussão sobre o uso da cloroquina, realização da Copa América no Brasil e a existência de um gabinete paralelo no Ministério da Saúde para discutir assuntos relacionados à pandemia. Marcelo Queiroga negou ter conhecimento da existência do grupo.

Queiroga apontou, ainda, que a discussão sobre o uso de cloroquina, ivermectina ou hidroxicloroquina na recuperação ou não de pacientes é uma unilateral e que não contribui para o fim da pandemia. “O que vai pôr fim ao caráter pandêmico dessa doença é ampliar a campanha de vacinação. Então, o meu foco é um, é exclusivo: ampliar a campanha de vacinação no Brasil. E, para isso, eu vou envidar todos os meus esforços”, justificou.

Copa América

Questionado sobre a realização da Copa América no Brasil, Marcelo Queiroga disse que não há motivos para a não realização da competição no país. De acordo com o ministro da saúde, a competição, disputada em quatro cidades brasileiras a partir do próximo domingo (13), não apresenta risco de aumento na contaminação da covid-19 e nem da disseminação de uma nova cepa da doença.

“A Copa América não é um evento de grandes proporções. É um vento pequeno, com número pequeno de pessoas. O que o presidente me pediu foi que avaliasse os protocolos, e são protocolos que permitem a segurança para a realização de jogos no Brasil. Os estados que aceitaram sediar a Copa estão de acordo com esse tipo de atividade e a fiscalização se dará pelas autoridades sanitárias desses estados”, explicou Queiroga.