Senador Marcos Rogério (DEM-RO) no corredor do Senado Federal Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), vice-líder do governo no Congresso, foi designado na semana passada para ser o relator da Medida Provisória nº 1.031/21, que dispõe sobre o processo de privatização da Eletrobras. A MP, que teve sua aprovação concluída na Câmara no dia 19 do mês passado, precisa passar pelo crivo dos senadores até o dia 22 deste mês para não perder a validade.

A definição pelo nome de Marcos Rogério ocorreu após a recusa de Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado, que também estava cotado para assumir a função. Alcolumbre era o nome preferido de alguns setores do governo, mas avisou que continua contrário à privatização da empresa.

Alguns senadores avaliavam que a indicação do parlamentar de Rondônia poderia ter reflexos nas negociações com seus colegas, porque Marcos Rogério é integrante da tropa de choque da CPI da Covid. Mas ele se mostrou empenhado em garantir a relatoria. Teve reunião com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, para discutir os termos da MP.

Diante do risco de racionamento por conta da estiagem, que já afeta vários reservatórios de usinas no país, os senadores defendem que o assunto seja mais discutido. As previsões são de que o texto aprovado pela Câmara será alterado e voltará para avaliação dos deputados.

O líder do PSD, Nelsinho Trad (MS), por exemplo, afirma que o partido não é contra a capitalização da Eletrobras e que vê com bons olhos a entrada de dinheiro novo na estatal (via capitalização). Mas defende medidas para evitar aumento da pressão para majorar o custo da energia.