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Na última quinta-feira (20), o analista político da Arko Advice, e especialista em relações internacionais, Thiago de Aragão, foi ao Congresso dos Estados Unidos para falar sobre a relação entre a China e a América Latina. Ele foi convidado pela U.S-China Economic And Security Review Commission (Comissão de Economia e Segurança entre China e Estados Unidos).

Parte da tarefa de Thiago de Aragão foi explicar como funciona a relação econômica entre o gigante asiático e os países latinoamericanos. Segundo ele, a cooperação é pautada por uma dependência frente ao capital chinês. “O mercado latino é barato e eficiente para a China, que, além de comprar commodities por um preço acessível, ganha influência diplomática e econômica no local”.

“As nações latinas são dependentes dos investimentos estrangeiros e a China preencheu essa lacuna e se tornou protagonista. Aumentou seus investimentos nos países da região e, por isso, ganhou relevância no local. Maior, inclusive, do que a dos Estados Unidos”, disse.

Ele também explicou que, diferente dos Estados Unidos, onde o setor privado tem maior independência, na China, diversos assuntos são trabalhados de forma conjunta, por um mesmo canal. “A necessidade do Brasil de obter Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFA) está entrelaçada com a decisão do Brasil de manter ou não a Huawei como fornecedora para a licitação 5G”, explicou.