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Em seminário de celebração aos trinta anos do Mercosul, entidades empresariais dos quatro maiores países do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) defenderam na última quinta-feira (25) a implementação de medidas contributiva para o livre-comércio e para a integração do bloco com o mundo.

O Conselho Industrial do Mercosul declarou que o futuro do bloco depende sobretudo da estabilidade e do crescimento econômico, do aumento da competitividade industrial e da melhor integração entre os países membros e o resto do mundo. O documento é assinado pelos presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da União Industrial Argentina (UIA), da União Industrial Paraguaia (UIP) e da Câmara das Indústrias do Uruguai (CIU).

Segundo Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, o Mercosul teve significativo avanço nas últimas décadas com a redução de barreiras tarifárias e acordos com outros blocos econômicos maiores para investir em facilitação do comércio.

Mais investimento e competitividade

Somente por meio de medidas que concretizem o livre-comércio e a integração de seus países-membros é que o Mercosul voltará a receber investimento internacionais e voltará a ser visto como produção de bens e de serviços de qualidade.

Os países do bloco sul-americano tiveram nas últimas décadas média de crescimento econômico menor que a mundial e muito abaixo dos países emergentes. Segundo a declaração, que afirma que o bloco é o segundo destino que gera mais empregos e massa salarial por bilhão exportado e o primeiro que gera mais impactos em cadeia e tributos ao Brasil, “é fundamental que o Mercosul intensifique esforços para alcançar resultados concretos na negociação de acordos comerciais com outros países ou blocos definidos como prioritários e ainda não finalizados”.

Objetivos

Foi feita uma lista de feitos a serem alcançados pelo Mercosul na busca pela integração entre seus países-membros e o resto do mundo, que segue a seguinte ordem:

1. Estabelecer as condições para promover a estabilidade e o crescimento econômico;
2. Assumir e implementar compromissos que tornem o livre comércio intrabloco uma realidade;
3. Estimular a aproximação e convergência regulatória;
4. Internalizar regras e acordos pendentes;
5. Promover a participação do setor privado no Mercosul;
6. Não adotar qualquer decisão que implique modificar ou revisar a Tarifa Externa; e Comum e / ou o Regime de Origem do Mercosul sem conhecer ou dar oportunidade ao empresariado e ao setor privado em geral de se manifestarem.