Foto: Beth Santos/Secretaria-Geral da PR

A Aneel abriu, na quarta-feira (24), consulta pública sobre a revisão dos adicionais e das faixas de acionamento para as bandeiras tarifárias no período 2021-2022. A proposta de alteração dos valores das bandeiras é a primeira desde 2019. No ano passado eles foram mantidos.

Vigentes desde 2015, as bandeiras tarifárias indicam mensalmente na fatura de energia elétrica se o custo da geração dessa energia teve acréscimo em função das condições de geração de eletricidade (com a utilização de usinas térmicas, mais caras).

A bandeira verde sinaliza condições favoráveis de geração, sem acréscimo para o consumidor. A amarela alerta para uma redução das condições de geração. A bandeira vermelha, que indica condições mais custosas para geração de energia, está dividida em patamares 1 e 2 , refletindo o aumento dos custos de geração.

A proposta apresentada pela Aneel para 2021-2022 é de redução no valor da bandeira amarela, que passaria de R$ 1,343, a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para 0,996. A bandeira vermelha 1 teria reajuste, passando de R$ 4,169, a cada 100 kWh, para R$ 4,599. O mesmo ocorreria com a bandeira vermelha 2, que iria de R$ 6,243, a cada 100 kWh, para R$ 7,571.

A Consulta Pública nº 010/21 está disponível para contribuições desde quarta-feira (dia 24) e estende-se até7de maio pelo e-mailcp010_2021@aneel.gov.br

Projeto solar/voltaico

A Aneel prepara a regulamentação para os chamados empreendimentos híbridos, que operam a geração de energia eólica e solar, simultaneamente, utilizando a mesma área. As discussões mantidas pela agência reguladora do setor elétrico tratam de estabelecer regras que incentivem essas usinas e permitam, ao mesmo tempo, otimizar o uso de seus sistemas de transmissão.

Empresas produtoras de energia elétrica aguardam a aprovação de leis para avançar na geração. No caso da energia eólica, tramita no Senado um projeto criando regras para a instalação de torres geradoras no mar (offshore).

Na energia solar, há a ideia de instalação de placas flutuantes nos reservatórios de grandes usinas hidrelétricas. E agora surge a proposta de projetos híbridos, com a instalação das placas solares junto às torres com os geradores eólicos.

Na semana passada, o diretor de desenvolvimento de negócios da companhia estatal paranaense Copel, Cássio Santana da Silva, expôs sobre o assunto para investidores.