A pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (11) mostra que a avaliação negativa (ruim/péssima) do governo Jair Bolsonaro atingiu 50%, um ponto percentual acima do registrado na sondagem anterior, realizada em maio. A avaliação positiva (ótimo/bom), por sua vez, caiu três pontos e agora é de 26%. E a avaliação regular passou de 20% para 22%. As oscilações estão dentro da margem de erro de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Foto: Marcos Corrêa/PR

A pesquisa Exame/Ideia Big Data aponta que a avaliação negativa (ruim/péssimo) do governo Jair Bolsonaro cresceu seis pontos percentuais em relação à sondagem de 26 de fevereiro e agora registra 49%. A avaliação positiva (ótimo/bom), por sua vez, oscilou três pontos e soma 27%. E o índice regular oscilou de 24% para 22% no mesmo período.

O crescimento da desaprovação ao governo pode ser explicado pela piora da pandemia, principalmente o aumento do número de mortes, o ritmo lento da vacinação e o fim do auxílio emergencial, que voltará a ser pago em abril.

Por outro lado, chama atenção a resiliência de Jair Bolsonaro. Mesmo em meio a maior crise sanitária da história, ao agravamento do cenário econômico e social e a intensa oposição que Bolsonaro sofre diariamente dos principais meios de comunicação do país, o presidente consegue preservar a fatia da opinião pública – cerca de 1/3 – que lhe dá respaldo político.

Apesar de manter esse segmento ao seu lado, a gestão da pandemia se impõe como o grande desafio para o governo. De acordo como a pesquisa Exame/Ideia Big Data, 77% dos entrevistados avaliam que a vacinação no país está atrasada.

Por outro lado, se o governo conseguir acelerar o ritmo da vacinação, este ambiente adverso ao governo poderá ser revertido. Além disso, em abril, o auxílio emergencial voltará a ser pago. Mesmo com o valor mais baixo que a rodada anterior, o auxílio poderá ajudar o presidente a melhorar sua popularidade.