Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O Distrito Federal (DF) reestabelecerá, a partir da próxima segunda-feira (8), o funcionamento de academias, desde que não haja atividades coletivas, e a realização de aulas presenciais em instituições de ensino e creches particulares. No entanto, demais restrições permanecem– shoppings, bares, restaurantes etc.  

A mudança foi notificada nesta sexta-feira (05) por meio de uma decisão emitida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). O retorno dessas atividades altera o Decreto nº 41.849, de 27 de fevereiro de 2021, que instituiu o lockdown no DF até 15 de março com o intuito conter o avanço da Covid-19. O documento ordena que apenas serviços considerados essenciais pelo governo possam funcionar.   

“O principal objetivo do decreto de restrição é diminuir as aglomerações. Estamos fazendo um trabalho integrado, por isso todos os secretários estão aqui juntos para que a gente possa diminuir as aglomerações, abaixar o índice de transmissibilidade e dando um prazo para melhorar nossa rede hospitalar”, afirmou Rocha.

Também foi definido que a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF LEGAL) poderá interditar qualquer evento ou estabelecimento comercial que estiver furando o lockdown, com multa de até R$ 20 mil. Para as pessoas que forem flagradas em aglomerações, a multa é de mil reais.

O estado de São Paulo também irá restringir suas atividades. A partir deste sábado (6), somente serviços considerados fundamentais – como supermercados, farmácias- estarão funcionando.  Atividades religiosas e atendimento presencial nas escolas estão entre elas.

A medida ficará em vigor até o próximo dia 19, mas poderá ser estendida caso haja avaliação favorável do governo. 

Segundo o governador do estado, João Dória (PSDB), “o Brasil está à beira de um colapso na saúde. Isso exige medidas urgentes e coletivas (…) Serão 14 dias de restrições. Vamos enfrentar as duas piores semanas da pandemia no Brasil desde março do ano passado”. 

Até esta sexta-feira (05), de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil contabilizou 260.970 mortes em decorrência do novo coronavírus.