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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, propôs aos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Espírito Santo, Renato Casagrande, a formação de um grupo de trabalho para rever a proposta de investimentos decorrentes da outorga pela renovação antecipada do contrato de concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

A proposta nasceu em reunião mantida pelo ministro com os dois governadores e integrantes das bancadas dos dois estados no Congresso Nacional. O grupo deverá avaliar as propostas apresentadas pelos dois estados de alterar o que o ministério planejou para a renovação do contrato da FCA.

O impasse, surgido em decorrência da pressão de empresários e políticos de Minas Gerais e do Espírito Santo, ameaça o andamento do processo. Durante sessão pública da audiência, realizada no início de fevereiro para discutir o assunto, foram insistentes as críticas à proposta feita pela empresa: além da devolução de trechos da atual malha de 7,2 mil quilômetros, não foram mencionados investimentos no corredor que dá acesso aos portos do litoral capixaba.

Senadores dos dois estados prometeram bloquear a tramitação do PLS nº 261/18, que institui o novo marco legal de ferrovias, projeto considerado estratégico pela equipe econômica do governo. Eles condicionam apoio ao novo marco à definição dos recursos a serem investidos pela VLI, que opera a malha da FCA. São mais de R$ 13 bilhões.

Os senadores querem que parte desses recursos seja empregada na construção de uma variante com extensão de 400 quilômetros que contornaria uma serra que encarece a movimentação dos trens entre o Centro-Oeste e o litoral do Espírito Santo. O senador Carlos Viana (PSD-MG), que será um dos coordenadores do grupo de trabalho, afirmou que o ministério não tem dado atenção a esses pedidos.