Comércio exterior brasileiro é penalizado por frete que ultrapassa US$ 10 mil por contêiner

Dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, dão conta que a balança comercial brasileira teve, no resultado parcial deste mês, déficit de US$ -0,824 bilhão ante a terceira semana de janeiro deste ano, com exportações totalizando US$ 3,026 bilhões e importações, US$ 3,85 bilhões. Já no mês, as exportações chegaram a US$ 10,713 bilhões e as importações, US$ 12,982 bilhões, com saldo negativo de US$ -2,269 bilhões.

Em relação à análise do mês, as exportações cresceram 8,4% ante a média diária até a terceira semana de janeiro deste ano (US$ 714,2 milhões) com a de janeiro do último ano (US$ 658,84 milhões). Isso porque houve um incremento nas vendas de produtos da indústria extrativista (28,1%), na agropecuária (0,4%) e na indústria de transformação (2,1%).

Esse alta das exportações deve-se, sobretudo, pelo aumento nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: minério de ferro e seus concentrados (+65,8%); minério de cobre e seus concentrados (+80,1%); outros minerais em bruto (+18,5%); outros minérios e concentrados dos metais de base (+15,9%) e pedra, areia e cascalho (+28,8%). No que se refere à indústria de transformação, sobressaiu-se o incremento nas vendas de açúcares e melaços (+43,6%); farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (+36,9%); ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados, (+29,7%); ferro-gusa, spiegel, ferroesponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (+24,6%) e tabaco, descaulificado ou desnervado (+77,2%). A subida das exportações foi puxada ainda pela alta nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: milho não moído, exceto milho doce (+55,7%); café não torrado (+38,0%); algodão em bruto (+15,3%); trigo e centeio, não moídos (+304,4%) e especiarias (+66,1%).

Quanto às importações, a média diária até a terceira semana de janeiro deste ano (US$ 865,44 milhões) foi 17,7% superior à média de janeiro de 2020 (US$ 735,37 milhões). Nessa comparação, subiram os gastos, sobretudo com agropecuária (9,1%), com produtos da indústria de transformação (15,8%) e com a indústria extrativa (19,8%).

Esse acréscimo das importações justifica-se, em especial, pelo incremento nas compras dos seguintes produtos agropecuários: trigo e centeio, não moídos (+17,0%); milho não moído, exceto milho doce (+75,7%); soja (+244,7%); cevada, não moída (+138,8%) e matérias vegetais em bruto (+21,7%).

Quanto aos produtos da indústria de transformação, as importações cresceram puxadas sobretudo pelo incremento nas compras de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (+42,1%); adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, (+36,9%); válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+20,4%); tubos, canos e mangueiras, e seus acessórios, de matérias plásticas (+221,0%) e outros produtos diversos das indústrias químicas (+67,5%). No que diz respeito à indústria extrativista, a alta das importações deve-se, especialmente, pelo aumento nas compras de gás natural, liquefeito ou não (+73,2%); minério de ferro e seus concentrados (+195.237,8%); outros minérios e concentrados dos metais de base (+45,2%) e outros minerais em bruto (+34,3%).