Foto: Osnei Restio/Prefeitura de Nova Odessa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou nesta quarta-feira (20) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preste informações sobre a vacina Sputnik V, produzida na Rússia. A agência terá 72 horas para indicar se já foi requerida a autorização temporária para o uso emergencial da vacina, e em que fase está a análise da mesma.

A Bahia pediu a concessão em medida liminar para que seja admitida a importação e distribuição de vacina que ainda não tenha sido registrada na Anvisa, desde que haja registro por agência reguladora certificada pela Organização Panamericana de Saúde. O governo da Bahia firmou termo de cooperação com o Fundo Russo de Investimentos Direitos (RDIF) para aquisição da vacina russa, visando sua distribuição no estado. O governo do Paraná também firmou acordo com a RDIF para produção da vacina.

Sputnik V no Brasil

O diretor do RDIF, Kirill Dmitriev, disse nesta quinta-feira (21) que a União Química – a farmacêutica brasileira responsável pela vacina Sputnik V no Brasil, começou a fabricar o imunizante. Dmitriev disse também que espera que o pedido de uso emergencial à Anvisa caminhe nas próximas semanas.

No sábado (16), a Anvisa recusou pedido submetido pelos russos e pelo laboratório no Brasil. O argumento é de que os requisitos mínimos para a liberação não foram atingidos.