Senadora Simone Tebet (MDB-MS). Foto: MDB-Nacional

A bancada do MDB no Senado anunciou na tarde desta terça-feira (12), que Simone Tebet (MS), será a candidata do partido para a presidência da Casa. O nome foi definido depois de uma reunião que durou mais de duas horas e meia. Tebet é a primeira mulher lançada como candidata à presidência do Senado.

A partir de agora, o MDB vai buscar construir alianças com aqueles partidos que ainda não se posicionaram. O principal alvo, neste momento, é o PSDB, que conta com 7 senadores.

“Temos a maior bancada, uma bancada de peso e de grande experiência. Começamos com 15 senadores e vamos falar com partidos que ainda não definiram posição mas também aqueles que já se pronunciaram. Vamos falar com o Podemos, PSDB, Cidadania e PSL, mas procuraremos todas as bancadas”, explicou Simone Tebet.

Na visão de senadores ouvidos pela Arko Advice, o nome de Tebet é o que tinha maior potencial de conseguir o apoio dos partidos que não declararam voto em Rodrigo Pacheco (DEM-MG), principalmente do PSDB, que ainda avalia se unir ao democrata.

Tebet já foi vice-governadora do Mato Grosso do Sul e, em 2019, chegou a ser cotada como pré-candidata à presidência do Senado, mas acabou perdendo dentro do partido para Renan Calheiros. Ela também ganhou notoriedade nos últimos anos por ter presidido a CCJ do Senado.

Rodrigo Pacheco largou na frente

O nome de Simone Tebet vem como uma alternativa a Rodrigo Pacheco (DEM- MG), nome apoiado pelo atual presidente da casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o favorito de Jair Bolsonaro.

Mesmo sendo do partido com o maior número de cadeiras no Senado (15), Tebet começou a disputa pela presidência da Casa em desvantagem.

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) já tem o apoio formal do PSD, Republicanos, PT, PROS e PSC, totalizando 31 votos. Em breve, ele deve receber também o apoio do PDT (3) e do PL (3), podendo chegar a 37 votos. Para que um candidato seja eleito, ele precisa conseguir o apoio da maioria do Senado, ou seja, 41 votos.

Para conseguir alcançar Pacheco, Tebet precisa conseguir, ao menos, o apoio do Podemos (9) e do PSDB (7), chegando a 31 votos. Os votos do Cidadania (3) e Rede (2) também ainda estão em disputa.

Relação com o governo

Apesar de chegar como alternativa ao candidato apoiado pelo Planalto, Tebet, em suas declarações, evita se posicionar como oposição.

“Independência não significa oposição ao governo, mas sim harmonia para ajudar nas pautas prioritárias para o Brasil”, declarou.

Contudo, ela afirma que o Senado precisa buscar certo nível de protagonismo. “Temos que estar junto ao governo federal na tramitação, discussão e até modificando as propostas de reformas estruturantes. O Senado não existe para só assinar o que vem do Executivo”, disse no evento em que fez o lançamento de sua campanha.