Jair Bolsonaro em visita à Câmara dos Deputados. Foto: Marcos Corrêa/PR

Na volta das festas do fim de ano, Jair Bolsonaro disparou uma série de declarações polêmicas sobre a questão fiscal, imprensa, vacinação da COVID-19, os incidentes ocorridos em Washington e ainda sobre a suspeita de que sem o voto impresso poderá haver fraudes nas eleições de 2022.

As declarações de Bolsonaro causaram imensa preocupação tanto no governo quanto no comando da campanha de Arthur Lira (PP-AL) pela presidência da Câmara dos Deputados.

No caso da campanha de Lira, as declarações podem estimular traições a partir da suspeita de que Bolsonaro será ainda mais incontrolável caso controle a Câmara dos Deputados. Torcem para que ele fique calado até o final da disputa.

No governo, as reações foram igualmente negativas. Ao dizer que o país estava quebrado e que ele não poderia fazer nada, passou um atestado – para o seu time – de que é incapaz de buscar soluções para os desafios fiscais e econômicos que estão postos.

Tanto no Congresso quanto no governo existe a certeza de que Bolsonaro e sua verborragia são os maiores impedimentos à confirmação do seu favoritismo na disputa de 2022. Ele concorre contra ele mesmo.


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