O governo Federal entregou, na última sexta-feira (18), o trecho pavimentado da rodovia BR-230/PA, a Transamazônica, no interior do Pará. O valor total investido, de acordo com o Palácio do Planalto, é de R$ 428,6 milhões.
Foto: Diogo Moreira/A2 FOTOGRAFIA/FotosPúblicas

Adiados de 2020, devido às turbulências provocadas pela pandemia de covid-19 e pela própria complexidade dos projetos, leilões de três concessões de rodovias federais, consideradas troncos estratégicos para o escoamento de cargas, movimentarão o mercado na B3 no segundo e no terceiro trimestres deste ano.

Duas rodovias, a BR-153 e a BR-163,já tiveram o processo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), última etapa antes da publicação do edital, com as regras e a definição da data do leilão, o que deve ocorrer este mês. O trecho daBR-153 fica entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO);o da BR-163, entre Sinop (MT) e o porto fluvial de Miritituba, no rio Tapajós (PA).

O processo da BR-116, a Via Dutra (ligação entre Rio de Janeiro e São Paulo), encontra-se em análise no TCU, para onde foi remetido em novembro. O leilão dessa rodovia (que vai incorporar na mesma concessão um trecho da BR-101, a Rio-Santos) está agendado para o  terceiro trimestre deste ano e será o mais importante realizado até agora.

Essas três rodovias federais mais duas concessões estaduais em São Paulo e no Rio Grande do Sul, além de um projeto de Parceria Público-Privada (PPP) no Piauí, devem gerar investimentos de R$ 36,5 bilhões em30anos.Só a nova concessão da Dutra (como trecho da Rio-Santos)vai gerar R$ 14,5 bilhões em obras. O gasto maior ficará por conta da construção de uma nova pista na Serra das Araras (RJ). E várias pistas laterais serão implantadas em áreas de concentração urbana ao longo da via.

Para o início do ano que vem estão pauta dos outros dois grandes leilões: o da BR 381-262, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, em Minas Gerais, com extensão até Vitória; e o de seis rodovias federais transferidas ao governo do Paraná no início dos anos 2000 e que retornaram ao controle da União para relicitação. Na BR 381-262 os investimentos devem somar R$ 7,7 bilhões. No bloco das rodovias do Paraná, totalizando 4.100 quilômetros, esses valores sobem para R$ 42 bilhões.