Foto: Governo de São Paulo

Mesmo sendo adversários na política estadual, PSDB e PT caminham para reeditar uma aliança em vigor desde 2006 na Assembleia Legislativa. Líder do governo na Assembleia e relator do polêmico projeto de ajuste fiscal do governador João Doria (PSDB), o deputado estadual Carlos Pignatari (PSDB) será candidato à presidência e deve contar com apoio do PT e do DEM.

Em troca, os petistas manterão o comando da 1ª Secretaria, e o DEM, da 2ª Secretaria. O acordo conta com o aval de Doria. Os deputados petistas argumentam que seria “hipocrisia” lançar um candidato que não iria ganhar.

Os parlamentares do PT recordam que o partido ocupa a 1ª Secretaria desde 1996 porque sempre formou a segunda maior bancada no Legislativo paulista.

Líder do Novo, o deputado Daniel José afirmou que a sigla ainda não decidiu se vai lançar um nome, como fez em 2019, quando ele próprio disputou.

A expectativa é que o atual presidente da Assembleia, Cauê Macris (PSDB), seja nomeado em 2021 como o novo chefe da Casa Civil de João Doria.

Quando assumiu o governo em 2019, Doria escolheu o ex-ministro Gilberto Kassab (PSD) para o cargo, mas ele anunciou em 28 de dezembro, antes mesmo da cerimônia de posse, que pediria licença do cargo para se dedicar à sua defesa após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

O ex-ministro, porém, teve seu nome publicado no Diário Oficial e tecnicamente é secretário licenciado da pasta, sem receber salário. Quem atualmente exerce a função de chefe da Casa Civil do governo paulista é o secretário Antônio Carlos Maluf.

Com o apoio do PT e DEM, a tendência é que o PSDB mantenha o comando da Assembleia Legislativa. Comandar o Legislativo paulista é fundamental para o governador João Doria, que assim conseguirá ter um maior controle sobre as pautas de interesse do Palácio dos Bandeirantes na Assembleia.