O ministro da Economia, Paulo Guedes, terá uma semana intensa. Na segunda-feira, será enviado o Orçamento da União para 2021. Espera-se que a equipe econômica comente a proposta no final do dia.

Na terça-feira, Guedes participa, às 10h, de audiência pública virtual da Comissão Mista do Congresso que acompanha as medidas do governo federal de combate à pandemia de covid-19. Será cobrado por conta da declaração de que o Senado cometeu um crime contra o país ao derrubar o veto ao reajuste do funcionalismo público.

E novos vetos polêmicos poderão ser analisados nesta semana, conforme calendário definido pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Entre eles, o que trata da ampliação do auxílio emergencial, desoneração da folha e marco do saneamento. São vetos de altíssimo risco para o governo, em especial os dois últimos.

Enquanto o ministro estiver na audiência pública, o IBGE divulga o resultado do PIB do 2º trimestre do ano.

O resultado, que deve indicar uma queda de 9% em relação ao 1º trimestre, irá confirmar o quadro de recessão técnica no país. Parlamentares irão questionar o ministro sobre medidas para estimular a economia.

Como pano de fundo, Guedes e seu time continuam a debater soluções para o programa Renda Brasil e se defender das investidas para a flexibilização do teto de gastos.

Publicada na VEJA dia 31 de agosto de 2020. 

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Murillo de Aragão é advogado, jornalista, professor, cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas e sócio fundador da Advocacia Murillo de Aragão. É Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (UniCEUB), é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo Ceppac – Universidade de Brasília. Entre 1992 e 1997 foi pesquisador associado da Social Science Research Council (Nova York). Foi membro do “board” da International Federation of the Periodical Press (Londres) entre 1988 e 2002. Foi pesquisador da CAPES quando doutorando no CEPAC/UnB. É membro da Associação Brasileira de Ciência Política, da American Political Science Association, da Internacional Political Science Association, da Ordem do Advogado do Brasil (Distrito Federal) e do IBRADE - Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (2007 - 2018). Como membro do Conselho, foi chefe de delegações do organismo na Rússia , BRICs e Comunidade Européia. Como palestrante e analista político, Murillo de Aragão proferiu mais de duas centenas de palestras, nos últimos 20 anos, em Nova York, Miami, Londres, Edimburgo, São Francisco, San Diego, Lisboa, Washington, Boston, Porto, Buenos Aires, Santiago, Lima, Guatemala City, Madrid, Estocolmo, Milão, Roma , Amsterdã, Oslo, Paris, entre outras, para investidores estrangeiros sobre os cenários políticos e conjunturais do Brasil. Aragão lecionou as matérias “Comportamento Político” e “Processo Político e Legislação” no Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília. Foi professor visitante da Universidad Austral, Buenos Aires e consultor do Banco Mundial. É professor-adjunto da Columbia University (Nova York) . Em 2017, foi convidado para ser professor-adjunto na Columbia University (Nova York) onde leciona a cadeira “Sistema Político Brasileiro”. É autor e autor do seguintes livros: Grupos de Pressão no Congresso Nacional (Maltese, 1992), ‘Reforma Política – O Debate Inadiável (Civilização Brasileira, 2014) e Parem as Maquinas (Sulina, 2017). É colunista de opinião da revista Isto É, e do jornal, O Estado de São Paulo.