Foto: Jorge Araujo

Em entrevista, CEO alerta que se funcionários não aceitarem redução de salário, corte de gastos será feito por meio de demissões

 

Para o CEO da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier, as mudanças provocadas pela pandemia do novo coronavírus são permanentes e podem levar a demissões na empresa. Neste mês, diferente das concorrentes Gol e Azul que propuseram reduções salariais temporárias devido a crise, a Latam colocou na mesa uma redução permanente.

A proposta levou o sindicato da categoria a pedir mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A associação de tripulantes estima que os cortes podem diminuir em até 60% os ganhos de pilotos e copilotos, valor negado pela empresa, que não divulgou a proposta de redução.

“Nossos colaboradores estão questionando porque é que a gente precisa reduzir o salário permanentemente. Trabalhamos com o fato de que a crise não será passageira, a demanda não vai voltar como era, especialmente a corporativa – as empresas aprenderam que dá para fazer reunião e encontros online”, declarou Cadier, à coluna de Sonia Racy no jornal O Estado de São Paulo. (Link)

De acordo com com o executivo, por ser mais antiga, a Latam paga os tripulantes por quilômetro, não por hora, como fazem as concorrentes, o que acaba gerando pagamentos maiores. “Não acho que o passageiro está disposto a pagar mais pela passagem porque a Latam paga salário maior que o da Azul e o da Gol”, pontua Cardier.