Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O Ministério das Relações Exteriores está trabalhando em uma aliança estratégica com Estados Unidos e Japão no intuito de defender valores comuns na Ásia e na América Latina. A iniciativa partiu dos japoneses.

A ideia de um trabalho em parceria entre Estados Unidos, Japão e um terceiro país é algo rotineiro e já é feito com Israel, Índia e Austrália, principalmente para assuntos de segurança marítima e comércio.

A preocupação levantada por diferentes setores do Itamaraty é de que os EUA, no plano global, e o Japão, no regional, são hoje os maiores antagonistas do governo chinês, e que uma aproximação brasileira nessa parceria, seria vista como um ataque diplomático à China.

A questão do 5G também é um ponto que pode ser colocado dentro da aliança estratégica, pois os Estados Unidos pressionam o Brasil para que o país não aceite que a chinesa Huawei passe a fornecer equipamentos para redes de 5G. Enquanto a Huawei vê o Brasil como parte vital e estratégica junto ao mercado corporativo.

Vale lembrar que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, e no agronegócio comprou US$ 11,85 bilhões (R$ 58,84 bi) em produtos brasileiros no primeiro quadrimestre de 2020, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

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Escritor, Jornalista e Cientista político, com foco em Accountability, formado pela Universidade de Brasilia. Pós-graduado em Relações Institucionais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Especialista em Processo Legislativo Federal e Ética e Administração. Exerce a função de analista político na Arko Advice, com dez anos de experiência, atua com o desenvolvimento de estratégias, mapeamento de stakeholders, consultoria e na elaboração de análises setoriais.