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A balança comercial brasileira alcançou superávit de US$ 1,787 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,626 bilhões, na primeira semana de junho deste ano, com exportações totalizando US$ 4,207 bilhões e importações somando US$ 2,419 bilhões. Ainda segundo os dados foram divulgados hoje (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações atingiram, no ano, US$ 88,724 bilhões, e as importações, US$ 71,365 bilhões, com saldo positivo de US$ 17,359 bilhões e corrente de comércio de US$ 160,089 bilhões.

Quanto à análise do mês, as exportações, ao comparar a média até a primeira semana de junho deste ano (US$ 841,33 milhões) com a de junho do ano passado (US$ 968,74 milhões), caíram 13,2% por conta do decréscimo nas vendas da indústria extrativista (-35,1%) e dos produtos da indústria de transformação (-18,0%). No entanto, subiram as vendas em agropecuária (24,6%).

Essa diminuição nas exportações deve-se sobretudo à queda das vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-75,6%); minério de ferro e seus concentrados (-14,1%); outros minérios e concentrados dos metais de base (-41,5% ); pedra, areia e cascalho (-46,1%) e minérios de alumínio e seus concentrados (-21,4%).

Foi possível verificar também uma baixa nas vendas dos seguintes produtos da indústria de transformação: carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (-43,9%); aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-91,5%); ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (-52,2%); motores e máquinas não elétricos, e suas partes – com exceção de motores de pistão e geradores (-84,3%) – e instalações e equipamentos de engenharia civil e contrutores, e suas partes (-52,6%).

Já no que diz respeito às importações, a média diária até a primeira semana de junho deste ano (US$ 483,89 milhões) foi 29,4% inferior à média de junho de 2019 (US$ 685,72 milhões). Nessa comparação, nota-se uma queda nos gastos nas compras, especialmente com agropecuária (-27,2%), indústria extrativa ( -21,7%) e produtos da indústria de transformação (-29,9%).

Essa baixa nas importações foi causada sobretudo pelo decréscimo das compras dos seguintes produtos agropecuários: trigo e centeio, não moídos (-39,0%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-57,6%); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais ( -58,6%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-34,3%) e milho não moído, com exceção do milho doce ( -89,4%). Na indústria extrativa, diminuição das importações foi devido, em especial, à baixa nas compras de gás natural, liquefeito ou não (-100,0%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-9,2%); outros minérios e concentrados dos metais de base (-88,2%); carvão, mesmo em pó, porém, não aglomerado (-10,2%) e outros minerais em bruto (-24,8%).

Por sua vez, a indústria de transformação registrou um decréscimo nas importações em função, sobretudo, da queda de compras com óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos – com exceção de óleos brutos (-61,7%) –; partes e acessórios dos veículos automotivos (-58,6%); adubos ou fertilizantes químicos, com exceção de fertilizantes brutos (-25,0%); veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (-76,1%) e veículos automóveis de passageiros (-68,7%).