Foto: Pilar Olivares/Reuters

A Operação Placebo foi iniciada nesta terça-feira (26) pela Polícia Federal (PF), a respeito de supostos desvios de recursos na Saúde do Rio de Janeiro que deveriam ser utilizados em ações de combate à pandemia de coronavírus. No total, são 12 mandados de busca e apreensão e, dentre eles, um na residência oficial do governador do estado do RJ, Wilson Witzel (PSC).

Após as equipes da PF saírem do Palácio das Laranjeiras com um malote de documentos, Witzel se manifestou e negou a participação em qualquer esquema. “A interferência anunciada pelo presidente da República [na Polícia Federal] está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça”, afirmou.

Os crimes investigados são peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves.

Ontem (25), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), aliada do presidente Jair Bolsonaro no Congresso, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha que haveria uma operação da Polícia Federal contra governadores e supostos desvios na área da saúde nos estados.

No mesmo dia da operação, o delegado Tácio Muzzi assumiu a superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro – cargo alvo do possível interesse de Jair Bolsonaro na corporação. A hipótese de uma relação da operação da PF com a troca de comando da PF do RJ foi levantada por políticos em Brasília e negada por fontes da PF.