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O Brasil quer sugerir mudanças no funcionamento do Mercosul para viabilizar tratativas comerciais sem a participação da Argentina. O motivo é que as regras atuais podem impedir novos acordos sem o aval do governo argentino.

No último dia 24, a Argentina anunciou que deixará de participar das negociações de acordos do Mercosul, com exceção dos dois mais importantes: União Europeia (UE) e Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).

O governo brasileiro viu como positivo o comunicado dos argentinos porque deixa claro que eles querem ficar de fora do processo de abertura do bloco, facilitando a ação dos outros componentes. E aguarda uma definição mais clara sobre o que a Argentina fará para propor as mudanças, mas a ideia é mudar as regras para retirar o país de novas tratativas e criar mecanismos de proteção para o grupo.

No caso de um novo acordo comercial, por exemplo, a economia argentina ficaria totalmente segregada dos termos firmados. Seriam impostas regras para impedir que o país vizinho se beneficiasse do livre comércio ou de tarifas mais favoráveis.

Criado em 1991, o Mercosul tem como membros fundadores Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A Venezuela aderiu ao bloco em 2012, mas está suspensa desde 2016.