Foto: GeoPol Intelligence

Na intenção de focalizar sua política interna em resposta ao novo coronavírus (covid-19), a Argentina optou por se retirar das tratativas de acordos comerciais existentes e futuros do Mercosul. A informação foi divulgada por meio de uma nota, na última sexta-feira (24), do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, que ocupa a presidência temporária do bloco.

A retirada da Argentina não afetará os acordos já estabelecidos anteriormente, principalmente os obtidos com a União Europeia, como o de junho de 2019. Contudo, algumas negociações em curso acabam sendo afetadas, a exemplo daquelas que envolvem Cingapura, Canadá, Coreia do Sul e Líbano, e não terão a participação argentina.

Os países do Mercosul avaliarão as medidas legais, institucionais e operacionais mais apropriadas para que a retirada da Argentina não afete a integração comunitária. O Ministério da Relações Exteriores do Brasil destacou que o governo brasileiro continuará, junto com Paraguai e Uruguai, a perseguir o objetivo de comércio aberto e livre com outros países. Já o ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Ernesto Talvi, desejou a Argentina um retorno imediato à mesa porque, em sua análise, “juntos somos mais”.

A Argentina está em recessão há dois anos e a mais recente projeção do FMI prevê um recuo do PIB de 5,7% este ano, após as quedas de 2,2% em 2019 e de 2,6% em 2018.

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Escritor, Jornalista e Cientista político, com foco em Accountability, formado pela Universidade de Brasilia. Pós-graduado em Relações Institucionais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Especialista em Processo Legislativo Federal e Ética e Administração. Exerce a função de analista político na Arko Advice, com dez anos de experiência, atua com o desenvolvimento de estratégias, mapeamento de stakeholders, consultoria e na elaboração de análises setoriais.