Foto: Arquivo/Reuters

Os ministros das Finanças do G20 e presidentes de bancos centrais, grupo que reúne as principais economias do mundo, concordaram nesta segunda-feira (23), durante uma teleconferência, que vão preparar, de maneira conjunta, uma estratégia para superar a crise do novo coronavírus.

Ao redor do mundo, algumas respostas emergenciais vêm sendo tomadas, de maneira semelhante à crise de 2008 e 2009. Dentre as ações está o corte agressivo nos juros, flexibilização do macro prudencial, criação de linhas de créditos e pacotes de alívio fiscal. Tudo na intenção de aliviar o impacto de grande parte da população estar em confinamento.

No último sábado (21), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertou que, apesar das primeiras medidas terem sido tomadas, é necessário ainda um esforço coletivo e coordenado internacionalmente.

A OCDE recomenda ao G20 que os governos retirem os obstáculos regulatórios para vacinas e tratamentos relacionados à covid-19, além de mais gastos públicos para atenuar o impacto negativo da crise, acelerando assim a retomada após a pandemia. A OCDE acredita também que o restabelecimento da confiança passa por evitar confrontos comerciais e eliminar restrições nas trocas entre os países.

Alguns países já se posicionam e buscam medidas para conter o impacto da covid-19 na economia. O Reino Unido anunciou pacote de estímulo fiscal de 14,5 bilhões de libras. O Banco da Inglaterra (BC britânico) baixou os juros a praticamente zero. No Canadá, o pacote de ajuda é de 82 bilhões de dólares canadenses para a o setor privado.

Nos Estados Unidos, um pacote de estímulo fiscal de US$ 1 trilhão inclui envio de dinheiro para os cidadãos e US$ 208 bilhões de garantias de empréstimos. A Alemanha busca a aprovação de um pacote de 600 bilhões para socorrer famílias e empresas. A Espanha tem pacote de US$ 219 bilhões e a Itália, o país com mais mortos pela doença, um pacote de US$ 28 bilhões.

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