Foto: Divulgação/Petrobras

A Petrobras deve adiar para abril a data de recebimento das ofertas vinculantes para o processo de venda do primeiro bloco de refinarias do programa de desinvestimentos. O prazo previsto inicialmente era 6 de março.

O adiamento decorre de pedido das próprias participantes do processo. Apareceram novos interessados, entre grupos financeiros e não financeiros, que estão discutindo a possibilidade de associação com os atuais candidatos.

No primeiro bloco estão as refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul. As quatro compõem o plano maior de desinvestimento no refino, com a empresa se concentrando mais na extração de petróleo e explorando o potencial das jazidas do pré-sal.

O plano contempla oito refinarias, com capacidade para processar 1,1 milhão de barris por dia de petróleo, o equivalente a cerca de 50% da capacidade do parque de refino da estatal. O valor estimado das oito unidades situa-se entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões, segundo cálculos de especialistas.

Potenciais compradores fazem, no momento, “due dilligence” (auditoria técnica e contábil) dos ativos. As empresas estão acessando o “data room” (sala virtual de informações) dos negócios e visitando as refinarias.

A expectativa da Petrobras é que os acordos envolvendo a venda das refinarias sejam assinados ainda este ano. No entanto, a conclusão dos negócios, com a respectiva liquidação financeira, só deve ocorrer em 2021, após cada refinaria ser transformada em uma empresa independente para que a venda seja concretizada.