Foto: Jason Lee/Reuters

O ano de 2019 teve um grande impacto no crescimento dos investimentos chineses no Brasil. Após um período de incertezas sobre o posicionamento político do novo governo acerca da relação bilateral com a China, os investimentos atingiram US$1,9 bilhão, superando altamente os investimentos de 2018, na ordem de US$283,8 milhões.

A China mantém forte interesse nas empresas de tratamento de água e esgoto e grandes projetos de infraestrutura, sobretudo no setor de construção civil e operação de estradas e ferrovias. A expectativa para 2020 do presidente do Banco Modal e membro do Conselho Empresarial Brasil-China, Eduardo Centola, são investimentos de US$ 7 bilhões no Brasil.

De acordo com a Folha, atualmente Pequim é o principal parceiro comercial do Brasil. O vice-presidente Mourão teve grande influência nas negociações, uma vez que foi procurado pelos chineses para transmitir as mensagens de Xi Jinping ao governo, que por sua vez, reconheceu o Brasil como principal parceiro chinês na América Latina, desde que o alinhamento brasileiro com os Estados Unidos não prejudicassem as empresas e agentes chineses.

Em janeiro, a China se aproxima da assinatura de um acordo comercial fase 1 com os Estados Unidos, o que pode levar a uma queda das exportações de soja brasileira para o país asiático. Apesar da possível redução de embarques para a China, as exportações totais apontam para uma estabilidade, com a mesma quantidade de navios agendados. No entanto, há um aumento nas embarcações para transportar soja para outros países que não a China.

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