Foto: Divulgação/Imagens.USP

Apesar da força do bolsonarismo em São Paulo (SP), o presidente Jair Bolsonaro ainda está sem candidato na disputa pela Prefeitura da capital paulista. Até o rompimento com a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), ela era apontada como a candidatura natural de Bolsonaro em SP.

A partir do afastamento entre eles, o presidente busca um candidato para apoiar. Antes da definição do nome que representará o bolsonarismo é preciso saber se a “Aliança pelo Brasil” será criada a tempo de estar presente na eleição presidencial de outubro.

Caso o novo partido não seja criado a tempo – hipótese mais provável hoje – Jair Bolsonaro precisará articular o apoio a alguém de outra legenda para lhe representar em SP.

Neste momento, o campo da direita conta, além de Joice Hasselmann, com outros dois três pré-candidatos: o secretário Filipe Sabará (NOVO), o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP), e o deputado estadual Arthur “Mamãe Falei”, que está sem partido desde que deixou o DEM. Além deles, o apresentador da TV Bandeirantes, José Luiz Datena, também está na bolsa de apostas como pré-candidato.

Como o apoio a Sabará é pouco provável e Russomanno é cortejado pelo PSDB para uma aliança com o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB), e “Mamãe Falei” não é unanimidade nas bases bolsonaristas, Datena é visto como o preferido neste momento.

Caso a opção de Jair Bolsonaro seja por José Luiz Datena, o presidente precisará encontrar um partido para que o apresentador da TV Bandeirantes possa concorrer. Datena é um outsider, o que o ajudaria a surfar na onda da “anti-política” que ainda seduz uma parcela importante do eleitorado.

Além disso, Datena tem bom trânsito nas periferias paulistanas, além de também seduzir parte da classe média mais conservadora com seu duro discurso de enfrentamento a criminalidade na área de segurança pública.

No entanto, uma candidatura bolsonarista também terá desafios pela frente. Além da possibilidade de Joice Hasselmann estar no páreo, outros nomes como Filipe Sabará, Celso Russomanno e até mesmo Arthur “Mamãe Falei” podem fragmentar o eleitorado de direita.

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