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A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,646 bilhão e corrente de comércio de US$ 8,500 bilhões na primeira semana de dezembro deste ano, com exportações no montante de US$ 5,073 bilhões e importações de US$ 3,427 bilhões. No ano, as exportações chegam a US$ 210,936 bilhões e as importações a US$ 168,216 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,720 bilhões e corrente de comércio de 379,152 bilhões.

Já no mês, as exportações, ao confrontar as médias diárias até a primeira semana de dezembro deste ano (US$ 1,015 bilhão) com a de dezembro do último ano (US$ 967,3 milhões), subiram 4,9% por conta do incremento nas vendas de produtos básicos (+13,0%, de US$ 486,7 milhões para US$ 550,2 milhões, puxado pelo petróleo em bruto, milho em grãos, carnes bovina, suína e de frango, algodão em bruto, farelo de soja) e semimanufaturados (+0,3%, de US$ 131,3 milhões para US$ 131,7 milhões devido ao açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, mates de cobre, ferro-ligas, catodos de cobre).

No entanto, nota-se uma queda na venda de produtos manufaturados (-4,7%, de US$ 349,2 milhões para US$ 332,7 milhões, em razão de produtos laminados planos de ferro/aço, partes de motores e turbinas para aviação, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, bombas, compressores e partes). Em comparação a novembro deste ano, cresceram 15,3% por conta da expansão nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+22,4%, de US$ 449,6 milhões para US$ 550,2 milhões); semimanufaturados (+12,9%, de US$ 116,6 milhões para US$ 131,7 milhões) e manufaturados (+6,1%, de US$ 313,6 milhões para US$ 332,7 milhões).

No que diz respeito às importações, a média diária até a primeira semana de dezembro deste ano, de US$ 685,4 milhões, foi 6,1% superior à média de dezembro do ano passado (US$ 645,8 milhões). Nessa comparação, percebe-se um aumento nos gastos, sobretudo com equipamentos eletroeletrônicos (+44,4%), químicos orgânicos e inorgânicos (+35,4%), equipamentos mecânicos (+27,2%), instrumentos de ótica e precisão (+26,6%), plásticos e obras (+26,2%).

Em relação a novembro deste ano, houve um decréscimo de 3,2% provocado pela baixa nas compras de combustíveis e lubrificantes (-34,1%), adubos e fertilizantes (-32,4%), aeronaves e peças (-22,4%), farmacêuticos (-18,9%), veículos automóveis e partes (-12,1%).