Foto: Leonardo Hladczuk/MRE

Brasil e China assinaram na última quarta-feira (13) acordos e memorandos de entendimento nas áreas de política, economia, comércio, agricultura, inspeção sanitária, transporte, saúde e cultura. Os acordos foram assinados por Jair Bolsonaro e Xi Jinping, durante as reuniões do Brics.

A intenção do governo brasileiro é a ampliação e a diversificação do comércio com a China, e estes esforços foram bem recebidos pelo país asiático, que acredita no fortalecimento da amizade e cooperação entre as duas nações. Os chineses concordaram em intensificar os contatos por meio da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). Eles esperam a continuação do alinhamento entre os dois lados, por meio do Programa de Parceria de Insvestimento (PPI) e a Iniciativa do Cinturão e da Rota da China.

Entre os atos assinados estão protocolos sanitários para exportação de pera da China ao Brasil e de melão do Brasil para a China. Também foi firmado um plano de ação na área de agricultura, de 2019 a 2023, nas áreas de políticas agrícolas; inovação científica e tecnológica; investimento agrícola; comércio agrícola; entre outras.

Foi assinado um ato que estabelece uma plataforma de intercâmbio de informações e cooperação para fomentar investimentos. A China é uma das principais origens de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs) no Brasil, que se concentraram nas áreas de energia (geração e transmissão elétrica, além de óleo e gás) e infraestrutura (portuária e ferroviária).

No setor de transporte, foi assinado memorando de entendimento para o compartilhamento de boas práticas, políticas públicas e estratégias para o seu desenvolvimento. Prioritário para o Brasil, o governo entende que pode se beneficiar da experiência dos chineses, considerando que a China é uma das líderes mundiais no setor.

O encontro entre os dois chefes de Estado ocorre menos de um mês depois de o presidente Jair Bolsonaro visitar a China. Na ocasião, também foram assinados atos em política, ciência e tecnologia e educação, economia e comércio, energia e agricultura.

Em 2018, o fluxo de comércio entre os dois países alcançou a marca de US$ 98,9 bilhões. O país asiático também é um dos principais investidores em áreas cruciais, como infraestrutura e energia.

Segundo o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), da Fundação Getulio Vargas (FGV), com 27,8% dos produtos exportados pelo Brasil, a China se colocou como o maior destino das exportações brasileiras. A diferença para o segundo colocado, os Estados Unidos, ficou em 14,7 pontos percentuais. A participação da China no comércio exterior brasileiro supera até a do bloco da União Europeia, que soma 16,3%.

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