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A balança comercial brasileira acumulou déficit de US$ 218 milhões e corrente de comércio de US$ 7,813 bilhões na terceira semana de outubro deste ano, com exportações no valor de US$ 3,798 bilhões e importações de US$ 4,015 bilhões. No mês, as exportações chegam a US$ 11,304 bilhões e as importações a US$ 10,797 bilhões, com saldo positivo de US$ 507 milhões e corrente de comércio de US$ 22,101 bilhões. Já no ano, as exportações somam US$ 178,510 bilhões e as importações, US$ 144,385 bilhões, com saldo positivo de US$ 34,125 bilhões e corrente de comércio de US$ 322,895 bilhões.

Na análise da semana, a média das exportações totalizou US$ 759,5 milhões, 8,9% inferior à média de US$ 834,1 milhões até a segunda semana devido à redução nas exportações das três categorias de produtos: semimanufaturados (-24,3%, de US$ 110,7 milhões para US$ 83,8 milhões, por conta de celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas, alumínio em bruto, ferro fundido); manufaturados (-15,1%, de US$ 282,1 milhões para US$ 239,4 milhões, devido sobretudo a aviões, automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro/aço, etanol, gasolina) e básicos (-1,1%, de US$ 441,3 milhões para US$ 436,3 milhões, em virtude de milho em grãos, minério de ferro, fumo em folhas, carnes de frango, bovina e suína, algodão em bruto).

Quanto às importações, houve um aumento de 6,6% ante o mesmo período comparativo (média da terceira semana, US$ 803,1 milhões sobre média até a segunda semana, US$ 753,5 milhões), em razão do crescimento nos gastos com equipamentos mecânicos, equipamentos eletroeletrônicos, plásticos e obras, farmacêuticos, cobre e suas obras.

No que diz respeito à análise do mês, as exportações, ao comparar as médias até a terceira semana de outubro deste ano (US$ 807,4 milhões) com a de outubro do ano passado (US$ 995,3 milhões), caíram 18,9% em virtude da queda nas vendas de produtos manufaturados (-22,6%, de US$ 344,8 milhões para US$ 266,9 milhões, devido a automóveis de passageiros, partes de motores e turbinas para aviação, óxidos e hidróxidos de alumínio, aviões, óleos combustíveis); semimanufaturados (-22,5%, de US$ 130,3 milhões para US$ 101,1 milhões, em razão de semimanufaturados de ferro/aço, celulose, açúcar em bruto, couros e peles, óleo de soja em bruto) e básicos (-14,6%, de US$ 514,5 milhões para US$ 439,5 milhões, devido a petróleo em bruto, soja em grãos, minério de ferro, minério de cobre, café em grãos). Em relação a setembro deste ano, nota-se uma diminuição de 9,5% por conta da baixa nas vendas de produtos manufaturados (-22,3%, de US$ 343,3 milhões para US$ 266,9 milhões) e básicos (-2,3%, de US$ 449,8 milhões para US$ 439,5 milhões). No entanto, houve um incremento nas vendas de produtos semimanufaturados (+1,9%, de US$ 99,2 milhões para US$ 101,1 milhões).

Já em relação às importações, a média diária até a terceira semana de outubro deste ano, de US$ 771,2 milhões, foi 5,3% superior à média de outubro do último ano (US$ 732,1 milhões). Nessa comparação, percebe-se uma subida nos gastos, sobretudo com equipamentos mecânicos (+36,8%), aeronaves e peças (+34,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+15,1%), siderúrgicos (+15,1%) e plásticos e obras (+12,5%). Em relação a setembro deste ano, nota-se uma redução de 1,8% causada pelo decréscimo em farmacêuticos (-24,3%), adubos e fertilizantes (-13,7%), filamentos e fibras sintéticas/artificiais (-8,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (-6,8%), combustíveis e lubrificantes (-6,6%).

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