Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em audiência promovida pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso, na quarta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que se a Eletrobras não for privatizada estará condenada a desaparecer. A empresa não tem capacidade para fazer os investimentos necessários a fim de manter sua fatia no mercado.

“A Eletrobras está condenada a desaparecer no tempo, a não ser que seja privatizada. Aí a luz acende de novo”, afirmou Guedes. “Por isso precisamos privatizar.” Segundo o ministro, a empresa precisa investir R$ 14 bilhões por ano para manter 33% de sua participação no mercado de geração e 36% no de distribuição. Mas, atualmente, só consegue investir R$ 3,5 bilhões.

Apesar dos alertas feitos na semana passada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), contra o processo de venda de ações da estatal, o governo não pretende alterar o plano de enviar ao Congresso o projeto de lei que autoriza a privatização da empresa, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Há duas semanas, em evento em São Paulo, Alcolumbre afirmou que a maioria dos senadores, inclusive ele, é contra a privatização da empresa. E sugeriu ao governo iniciar o processo de venda das estatais por outras companhias, citando os Correios.

Para Bento Albuquerque, a capitalização da Eletrobras poderá ocorrer no segundo semestre de 2020. O plano prevê o lançamento de uma chamada de capital, que não seria acompanhada pelo governo, elevando a participação dos acionistas privados. Ele prevê que, no final, a União ficará com algo entre 30% e 40% do capital total.

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