O acordo automotivo entre Brasil e Argentina, a ser anunciado nesta sexta-feira (6) pelos ministros Paulo Guedes e Dante Sica – respectivamente, ministro da Economia do Brasil e ministro da Produção da Argentina – prevê livre comércio de carro entre os dois países.

Além disso, o texto também antevê uma regra de comércio pela qual as exportações de um país para o outro não ultrapasse uma vez e meia o valor que importa daquele, o chamado sistema flex, e tal valor vai aumentando até chegar a três vezes, chegando, em 2029, ao livre comércio, sem quaisquer limites para importações e exportações entre os dois países. A regra flex beneficia muito o Brasil, que mais tem exportado do que importado carros da Argentina, mas o comércio bilateral de veículos e autopeças é relevante para ambos os países.

O acordo também tem por função alinhar aspectos quanto às regras de comércio contidas no acordo Mercosul-União Europeia. Caso ratificado, o acordo prevê imediata redução de 35% para 17,5% da alíquota de importação de automóveis europeus, limitada a uma cota anula de 50 mil veículos, sendo 32 mil somente para o Brasil. A partir do décimo ano, a alíquota cai progressivamente até ser zerada no 16º ano, a partir de quando haverá livre comércio automotivo entre os dois blocos econômicos. Estima-se que o acordo de hoje entre em vigor antes do acordo entre Mercosul e União Europeia.