De acordo com fontes palacianas, os vazamentos das conversas de Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol serão os mais investigados da história do Brasil.

Encontrar os culpados é questão de honra já que um dos pilares da narrativa do governo é a cultura da Operação Lava Jato. Daí, apenas em circunstâncias extremas, Sérgio Moro sairia do governo.

Ao contrário dos sistemáticos vazamentos de informações dos investigados da Operação Lava Jato que nunca foram devidamente apurados, o vazamento Moro-Dallagnol será fortemente investigado.

A estratégia de vazar informações sigilosas foi largamente empregada nos últimos anos. Sempre com o apoio e o aplauso de muitos. Ironicamente, a situação se repete de outra maneira.

No Congresso, existe uma certeza de que tanto Sérgio Moro quanto Deltan Dallagnol foram mal em se defender e repetiram erros de tantos que foram acusados por eles.

Um experiente senador afirmou que Moro e Dallagnol deveriam simplesmente negar a autoria dos diálogos e jogar o ônus da prova para quem denúncia. Como o site não abriria suas fontes, o tema poderia terminar em impasse.

Ao afirmar que as declarações estavam fora de contexto – ironicamente a mesma resposta dada, por exemplo, por Michel Temer no episódio do grampo com Wesley Batista – Moro e Dallagnol autenticaram a existência dos diálogos.

Em Brasília, suspeita-se de que novos diálogos – que devem ser divulgados pelo site Intercept no Brasil ou no exterior – podem envolver figuras do primeiro escalão do Judiciário e tumultuar ainda mais o cenário.

O próximo fim de semana será crítico. Tanto por conta do depoimento que Sérgio Moro prestará na Comissão de Justiça do Senado quanto pelos rumores de que novos posts do site Intercept sobre o tema irão aparecer para ampliar a crise.

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