Qual a sua visão sobre a Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro? Nós, do governo passado, fizemos uma discussão ampla aqui na Casa, que fez com que tivéssemos um ambiente propício à Reforma da Previdência. Essa é uma matéria importante, já há uma convicção ampla da necessidade da reforma por parte da população brasileira, que, na minha avaliação, está com uma resistência bem menor do que no passado, pelo menos neste momento. Eu não li o texto, só tive uma conversa com o secretário Rogério Marinho, que me desenhou em linhas gerais o que seria a nova Previdência. Mas nós vamos agora nos aprofundar no texto, para fazer o nosso juízo em relação a essa matéria, que, na verdade, só tramitará quando o texto que trata dos militares for enviado.

Como deve ser conduzida essa tramitação paralela, das duas Previdências? Foi esse o entendimento das lideranças partidárias.  O presidente Rodrigo Maia colocou como posição da Casa, então nós vamos aguardar. No momento em que chegar o texto complementar, a Casa terá a oportunidade de fazer um juízo de valor da reforma como um todo.

Qual a sua análise sobre a condução do governo na Casa nesses primeiros meses de gestão? O governo tem que se organizar politicamente, definir a sua estratégia política. Afinal, uma pauta como essa, da Previdência, requer um tratamento especial por parte do governo. Que ele faça esse esforço para construir uma base parlamentar aqui que viabilize essa aprovação.