Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), presidente da CCJ na Câmara, escolheu o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) como relator da denúncia contra o presidente Michel Temer, também peemedebista.

Rito da denúncia contra Temer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que vai seguir “rigorosamente” o rito do regimento da casa na denúncia contra o presidente Michel Temer.

Maia se reuniu com a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, durante mais de uma hora para informá-la sobre como será o procedimento na Câmara.

Como a decisão sobre a autorização de investigação deve acontecer durante o recesso do Judiciário, eventuais recursos deverão ser analisados por Cármen Lúcia, que é quem estará de plantão nesse período. 

Geddel na Papuda

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) foi transferido no início da tarde desta terça-feira (4) para o presídio da Papuda (DF). O peemedebista cumpre prisão preventiva, que não tem prazo de duração, determinada pela Justiça Federal do Distrito Federal.

Entre outros elementos, Geddel é acusado de tentar pressionar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o operador Lucio Funaro a se calarem –os dois estão presos desde o ano passado. Cunha em Curitiba, Funaro, na Papuda.

A defesa do ex-ministro chamou a prisão de “absolutamente desnecessária”.

Ex-ministro Geddel Vieira Lima é transferido para presídio da Papuda https://t.co/frUC9S7D1G

Aécio de volta ao plenário

Após 46 dias fora do Congresso Nacional, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez seu primeiro discurso nesta terça-feira, 4. Em sua defesa, o tucano não fez citação ao procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot, mas afirmou ser vítima de uma “trama ardilosa” e que seus familiares foram usados como “massa de manobra” por pessoas com “ausência de caráter”. No plenário do Senado, ele defendeu ainda que o PSDB mantenha o apoio ao governo do presidente Michel Temer que, “apesar das adversidades, continua a liderar” as reformas em discussão no Congresso.

“Retorno com o firme propósito de continuar trabalhando para permitir que o Brasil possa superar suas enormes dificuldades”, afirmou Aécio, lembrando que ele, na condição de presidente do partido, condicionou o apoio ao governo à pauta das reformas trabalhista e da Previdência.

Reforma Trabalhista

Por 46 votos a 19, os senadores aprovaram a urgência para a tramitação da reforma trabalhista. Após o resultado, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou que há um acordo entre líderes partidários para que a votação ocorra na próxima terça-feira, 11. A discussão do texto no plenário iniciará na quarta-feira, 5.

Com informações do Estadão, Folha e O Globo.