O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) foi preso nesta segunda (3) pela Polícia Federal, na Bahia.

A prisão é preventiva, ou seja, sem tempo determinado de duração e foi determinada a pedido do Ministério Público e da Polícia Federal. A acusação é de que o ex-ministro de Temer teria tentou atrapalhar as investigações.

A Polícia Federal deflagrou em janeiro a operação Cui Bono? (“A quem beneficia?”, em latim), que mirava Geddel e sua gestão na vice-presidência de pessoa jurídica na Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013.

Autorização de arrombamento

O juiz Vallisney de Souza, de Brasília, determinou a apreensão dos celulares de Geddel Vieira Lima no despacho em que concedeu a prisão preventiva dele. O juiz autoriza a Polícia Federal a ‘forçar entrada e arrombar portas e cofres, na hipótese de resistência de seu cumprimento’. E também ‘autoriza empregar força contra coisas existentes e todos os meios legais para o cumprimento do mandado’. Leia o texto do despacho na íntegra.

PGR: Tentativa de evitar a delação

Segundo a Procuradoria da República no Distrito Federal, Geddel vinha agindo para atrapalhar a Lava-Jato e outras investigações.

“O objetivo de Geddel seria evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF). Para isso, tem atuado no sentido de assegurar que ambos recebam vantagens indevidas, além de “monitorar” o comportamento do doleiro para constrangê-lo a não fechar o acordo”, diz a Procuradoria em nota divulgada após a prisão do ex-ministro.

Com informações do Estadão, Folha e O Globo.