O pacote natalino do presidente Michel Temer trouxe cinco medidas na área trabalhista, além da possibilidade de trabalhadores sacarem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de contas que estiverem inativas (isto é, que eram vinculadas a empregos anteriores, não o atual). O anúncio, mais político na tentativa de consolidar a “pacificação” entre empresários e centrais sindicais, foi seguido de uma entrevista coletiva confusa, com idas e vindas nas explicações sobre como ficarão as regras de trabalho no País.

A única medida trabalhista que foi editada via Medida Provisória (MP), que passa a valer desde a sua publicação, é a criação do Programa de Seguro-Emprego (PSE). Trata-se de uma versão repaginada do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), criado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Pelo programa, as empresas podem reduzir até 30% da jornada e do salário do empregado, e o governo banca metade do valor correspondente ao trabalhador. Está previsto investimento de R$ 1,3 bilhão para a manutenção de 200 mil postos de trabalho em quatro anos, segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. (Estadão)

Maia combina agenda da Reforma da Previdência

Depois de dizer que não se renderia às vontades do Ministério da Fazenda, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), convidou o titular da pasta, Henrique Meirelles, para um almoço de cortesia. O gesto político marcou um acordo com o governo sobre parte da agenda econômica de 2017, a grande prioridade do início do ano na gestão de Michel Temer no Congresso Nacional.

Sobre a PEC da reforma da Previdência, por exemplo, o deputado prometeu instalar a comissão especial que irá analisar o tema na primeira semana de fevereiro. Maia afirmou ainda a intenção de votar a proposta na Câmara até o fim de março. (Folha)

Dólar tem quarta queda seguida e fecha a R$ 3,30

A entrada de recursos no país contribuiu para a queda do dólar comercial nesta quinta-feira. A moeda americana encerrou os negócios cotada a R$ 3,301, um recuo de 0,91% ante o real, o quarto consecutivo. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ficou no terreno negativo durante quase todo o pregão. O Ibovespa recuou 0,67%, aos 57.225 pontos – na mínima, caiu mais de 1% com a divulgação de dados mais fortes da economia americana.

O volume de negócios nos mercados financeiros está baixo devido à proximidade dos feriados de final de ano. Com isso, qualquer fluxo de entrada ou saída de recursos acaba “fazendo preço” no dólar. (O Globo)