O presidente Michel Temer encerra o ano colhendo bons resultados no Congresso Nacional. Além de ter conseguido aprovar matérias importantes, como a PEC dos Gastos, obteve elevado nível de adesão na Câmara dos Deputados.

De 12 de maio, quando assumiu interinamente a Presidência da República, até 15 de dezembro, seu apoio na Câmara foi de 53,96%. O percentual é similar ao que seus antecessores (Lula e Dilma Rousseff) obtiveram nos primeiros anos de governo, período considerado de lua de mel entre Executivo e Legislativo.

A média do ex-presidente Lula entre 2003-2006 foi de 55,75%. Em 2007, no primeiro ano do segundo mandato, estava em 54,54%. No primeiro ano de governo Dilma, em 2011, o respaldo chegou a 54,77%.

Entre as principais legendas mais fiéis ao presidente desde que ele chegou ao Planalto estão o PMDB (66,80%) e o PSDB (66,41%), mesmo com alguns conflitos, desde que Temer assumiu a presidência.

O apoio do DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), ficou abaixo dos 60% (59,40%). Menor que o do PSD, de Rogério Rosso, adversário de Maia na disputa pela presidência da Câmara: 61,96%. O apoio do PTB de Jovair Arantes, outro potencial candidato à presidência da Câmara, ficou em 59,38%.