O palácio do Planalto confirmou a informação de que o presidente Michel Temer se encontrou com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha em 2010. Cunha estaria acompanhado de um empresário interessado em colaborar com a campanha do PMDB. Na época Temer era deputado e candidato à vice-presidente. A confirmação vem em resposta às informações da delação de Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht. Segundo Faria, Temer e Cunha pediram recursos para a campanha eleitoral daquele ano em troca de beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras.

Em nota o Planalto afirmou que Temer “imagina” que o empresário do encontro citado seja Faria, mas que “não tem certeza porque não se lembra direito”. “Se Eduardo Cunha teve algum tipo de acerto ou acordo, o presidente não participou disso”, disse um assessor de Temer. Uma das perguntas da defesa de Cunha para o presidente Temer que foram indeferidas pelo juiz Sérgio Moro falava de uma reunião em 2010 com o lobista João Augusto Henriques, segundo a Lava Jato operador de propina do PMDB. (Estadão)

Malafaia investigado pela PF

A operação Timóteo, da Polícia Federal, investiga um esquema de desvio em cobranças de royalties da exploração mineral. Diversos mandados de condução coercitiva, busca e apreensão foram executados, inclusive contra o Pastor Silas Malafaia, que não estava em casa e não foi recolhido pela PF. Um cheque de R$100 mil reais, “oferta” de um advogado, amigo de outro pastor seria, segundo a PF, pagamento pelo uso de contas da instituição dele para ocultação de dinheiro do esquema de corrupção. (Folha)

LDO e Orçamento de 2017 são aprovados no Congresso

A Lei de Diretrizes Orçamentárias, a primeira elaborada após aprovação da PEC dos Gastos, fixou a meta fiscal da União de um déficit de R$ 139 bilhões em 2017. Com a meta para governos estaduais e municipais a meta sobe para um déficit de R$ 143,1 bilhões para o setor público consolidado. A proposta da LDO vai agora para sanção.

O Orçamento da União para 2017 foi aprovado rapidamente pelo Congresso. É o primeiro com as novas regras do teto para os gastos públicos e totaliza R$ 3,5 trilhões. Desse montante R$ 946,4 bilhões são para pagamento dos encargos da dívida pública. O valor do orçamento líquido da União é de R$ 2,55 trilhões.

A votação foi possível por um acordo entre governo e oposição. Foram aprovados 31 créditos extraordinários, a derrubada de três vetos presidenciais e aprovação de propostas de interesse principalmente do PT:

Benefícios a agentes comunitários de Saúde; renegociação de dívidas agrícolas e regras de apoio à pequena e média empresa. (O Globo)