Renan Calheiros (PMDB-AL) virou réu em ação penal por peculato, no Supremo Tribunal Federal (STF). Claudio Lamachia, presidente da Ordem Nacional dos Advogados do Brasil defende que o presidente do Senado seja imediatamente afastado por “zelo pelas instituições da República”.

“Com a decisão tomada pelo STF de tornar o presidente do Senado, Renan Calheiros, réu em processo sobre peculato, é necessário que ele se afaste imediatamente de suas funções de presidente do Senado e do Congresso Nacional para que possa bem exercer seu direito de defesa sem comprometer as instituições que representa.”, disse Lamachia.

Renan está trabalhando ativamente em um projeto que visa coibir o abuso de autoridade por parte do Judiciário. Muitos veem isso como uma ameaça à atividades de juízes e uma medida de autopreservação. (Estadão)

Depoimentos da Odebrecht começam semana que vem

Todos os líderes do grupo Odebrecht entre 1991 e 2015 assinaram os acordos de delação premiada. Os depoimentos devem começar a ser prestados na próxima semana. Segundo advogados ligados ao caso as informações que levaram ao fechamento dos acordos devem envolver políticos de alcance nacional. Estima-se que cerca de 200 nomes serão denunciados. A maior empreiteira do país deverá pagar R$6,8 bilhões por indenização pelo acordo de leniência. O valor será pago em 23 anos e dividido entre Brasil, Estados Unidos e Suíça. (O Globo)

Zica, vaia e o pacote anticorrupção

O presidente Michel Temer segue com sua agenda apesar de todas as agitações das ultimas semanas no cenário nacional. Em evento do Dia Nacional de combate ao Mosquito, Temer foi questionado se atuou junto ao Senado no requerimento de urgência da votação pacote anticorrupção. Temer se aborreceu: “Estou falando de zika, por favor”, respondeu o presidente da República já se retirando do local.

Outro evento previsto será o velório coletivo das vítimas do desastre aéreo que matou jogadores e dirigentes da Chapecoense. Aconselhado por assessores o peemedebista deve participar apenas de uma cerimônia reservada de recepção dos corpos das vítimas, marcada para a manhã do sábado no aeroporto municipal. Familiares criticam a decisão do presidente em não comparecer à Arena Condá por medo das vaias. (Folha)