No domingo (30), haverá segundo turno em 18 capitais. A tendência é que ocorram “viradas” em cinco: Aracaju, Belo Horizonte, Belém, Curitiba e São Luís.

Das capitais em que podem ocorrer “viradas” nas eleições, Belo Horizonte é a cidade em que a repercussão política seria mais significativa. Caso Alexandre Kalil supere João Leite, candidato do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o grupo do senador mineiro sofrerá um forte revés. Essa seria a terceira derrota seguida de Aécio em seu reduto eleitoral. Em 2014, ele foi derrotado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em Minas Gerais, além de ver seu candidato a governador na época, Pimenta da Veiga (PSDB), ser suplantado por Fernando Pimentel (PT).

A eventual derrota de João Leite tem potencial para fortalecer ainda mais o PSDB paulista na disputa com os mineiros pela escolha do sucessor de Aécio no comando nacional tucano e na definição do candidato do partido ao Palácio do Planalto em 2018.

Além das capitais mencionadas, também podem ocorrer surpresas em capitais como Rio de Janeiro e Goiânia. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), apesar da liderança, caiu nas últimas pesquisas e pode haver mais surpresas. Em Goiânia, a vantagem é de Iris Rezende (PMDB). Vanderlan Cardoso (PSB), porém, pode surpreender na reta final e vencer a eleição.

Caso ocorram mudanças no Rio de Janeiro e em Goiânia até o dia 30, cresceria para sete o número de capitais com “viradas” no segundo turno. Nas demais capitais (11 no total), quem terminou o primeiro turno na frente tende a superar seu adversário também no segundo turno.